Anúncios e Tráfego

Meta liga navegação de produtos nos anúncios em 28 de outubro

A Meta vai ativar a navegação de produtos em anúncios que já rodam, salvo quem desativar antes. Veja o que muda, o que falta saber e como desligar.

Por Redação NetMoneyLab4 min de leitura
Vitrine de loja em miniatura com prateleiras de caixas lisas e um celular com tela em branco brilhando, em fundo verde escuro

A Meta avisou anunciantes de que, a partir de 28 de outubro de 2026, vai acrescentar a navegação de produtos aos anúncios que já estão no ar no Facebook e no Instagram. Quem não quiser precisa desativar antes, pelo botão “Opt out” do aviso, ou anúncio por anúncio nas configurações. A Meta ainda não publicou uma página oficial sobre a mudança.

O que é a navegação de produtos?

É uma opção que já existia dentro do Advantage+ criativo, o conjunto de melhorias automáticas que a Meta aplica nos seus anúncios. Quando a pessoa toca no anúncio, ela pode ver primeiro uma página dentro do Facebook ou do Instagram, com informações do produto e sugestões personalizadas, antes de chegar ao seu site. Na redação do próprio aviso, a Meta diz que a pessoa pode ver essa experiência, ou seja, nem todo toque vai passar por ela. Quando e com que frequência isso acontece não foi informado.

A diferença agora é o padrão. Antes, quem quisesse ativava anúncio por anúncio. A partir de 28 de outubro, a opção entra ligada nos anúncios existentes.

Por que a Meta está fazendo isso?

Segundo o aviso, em média as empresas tiveram 3% mais conversões com essas experiências dentro do app. O número vem de um experimento que, conforme o texto da Meta, rodou entre 6 e 21 de agosto de 2026 com cerca de 117.700 anunciantes no mundo todo.

Esse dado é da própria Meta, e a PPC Land e a Relevant Audience apontam que faltam definições: quais eventos contaram como conversão, se foram no site ou dentro do app, qual a janela de atribuição e se houve efeito no custo por venda. Também não se sabe se a média é por anunciante ou do conjunto. Na nossa avaliação, 3% é um número razoável para olhar, mas insuficiente para decidir às cegas. Uma média pode esconder lojas que ganharam bastante e lojas que perderam.

Quem é afetado?

Qualquer pessoa com anúncios ativos no Facebook ou no Instagram. O impacto tende a ser maior em quem:

  • tem catálogo de produtos e vende por anúncio de compra;
  • depende da página de destino para medir resultado, como pixel, ferramentas de consentimento, cupom ou teste de página;
  • administra várias contas de clientes, como agências.

Um ponto de atenção para quem mede o que cada criativo vende: se uma parte dos cliques passa por uma página intermediária, a leitura do relatório pode mudar. Um mídia comprador citado pela PPC Land chegou a pedir que a Meta adiasse a mudança para janeiro e criasse uma coluna que mostre a contribuição da navegação de produtos. Essa é a posição dele, não da Meta.

Como desativar?

Há dois caminhos descritos nas fontes:

  1. Botão “Opt out” no aviso, antes de 28 de outubro. Não está claro se ele vale para uma conta, para várias ou para todo o portfólio de negócios. Confira na própria tela qual conta aparece.
  2. Anúncio por anúncio, nas configurações do Advantage+ criativo e destino. A Meta diz que essa opção pode ser alterada a qualquer momento, inclusive depois da data.

Segundo a Ads Uploader, o caminho no Gerenciador de Anúncios é abrir o anúncio, ir até as melhorias do Advantage+ criativo, achar “Destinos personalizados” e desligar “Navegação de produtos”. A mesma fonte sugere desligar também a otimização do destino do site, se você quer que o clique vá exatamente para a URL definida. Como é uma única fonte, confira o nome dos menus na sua tela. Depois da data, vale rever anúncios novos ou duplicados, porque a configuração pode voltar ligada.

O que ainda não se sabe?

  • Se anúncios criados depois de 28 de outubro também começam com a opção ligada.
  • Quais formatos, posicionamentos e objetivos entram.
  • Se é preciso ter catálogo de produtos.
  • Se o aviso vale no Brasil: o aviso fala em experimento “global”, mas nenhuma das fontes lista países.
  • Se existe forma de desativar por API, para quem sobe campanhas por ferramenta.

Em nenhuma das fontes encontramos uma página de ajuda da Meta que trate especificamente desta mudança, então trate os detalhes acima como o que está nos avisos que circularam entre anunciantes.

O que fazer antes de 28 de outubro?

Na nossa avaliação, o caminho mais seguro para quem tem poucas campanhas é testar em vez de aceitar ou recusar tudo. Uma conta simples de verificação ajuda: se sua loja gera 100 vendas por mês vindas de anúncios, 3% a mais seriam 3 vendas. Se o ticket for R$ 80, isso dá R$ 240 de receita extra, que pode ser anulada se o custo por venda subir ou se você perder dados do site. É uma conta de exemplo, não uma previsão.

Um roteiro curto:

  1. Liste as campanhas que levam para o site e as que usam catálogo.
  2. Se a Black Friday está perto e você já tem uma campanha que funciona, deixe-a como está (opt out) e teste a opção em uma cópia, com orçamento pequeno.
  3. Compare vendas e custo por venda nos dois lados por pelo menos uma semana.
  4. Se a diferença for pequena, mantenha o que for mais fácil de medir.

Para entender quanto reservar para esse tipo de teste, veja nosso guia de orçamento de anúncios no Google e na Meta. E se você ajusta anúncios por tipo de público, leia também a novidade de público por criativo e o passo a passo de como vender pelo Instagram.

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