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Como avisar que o link é de afiliado: regras do Conar em 2026

Veja como identificar link de afiliado como publicidade, o que o Conar diz desde junho de 2026, exemplos de aviso que servem e os que não bastam.

Por Redação NetMoneyLab4 min de leitura
Etiqueta grande em branco brilhando em verde-limão, presa a uma corrente, ao lado de duas caixinhas de papelão

Se você ganha comissão por clique ou venda quando alguém usa o seu link, o seu post é publicidade e precisa ser identificado como tal. É o que diz o guia atualizado do Conar, o órgão de autorregulação da publicidade, em vigor desde 1º de junho de 2026. O aviso deve aparecer logo no começo, sem que a pessoa precise tocar em “ver mais”.

O que mudou no guia do Conar em 2026?

O Conar publicou em maio de 2026 uma nova edição do guia de publicidade por influenciadores, com vigência a partir de 1º de junho de 2026, segundo o escritório Cescon Barrieu. A versão anterior era de 2020.

A mudança que mais pesa para afiliados é a definição do que é publicidade. O guia antigo pedia três elementos: divulgação, algum tipo de pagamento ou relação comercial e controle do anunciante sobre o conteúdo. Agora o controle editorial deixou de ser exigido. Mesmo que você tenha liberdade total para criar, o conteúdo pode ser publicidade se houver divulgação e relação comercial.

Sobre afiliados, o escritório afirma que o guia trata expressamente de quem promove ofertas e recebe por desempenho, e que esse tipo de remuneração não afasta o caráter publicitário do conteúdo. Ou seja: o fato de você só ganhar se alguém comprar não dispensa o aviso.

Sim, sempre que o link for seu e render comissão. A lógica é simples: quem lê precisa saber que você tem interesse financeiro na recomendação, porque isso pode pesar na decisão de compra.

O Código de Defesa do Consumidor tem uma regra de base para isso. O artigo 36 diz que a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal. O guia do Conar aplica essa ideia ao mundo dos criadores.

Link que você coloca só por conveniência, sem receber nada, não é o caso. O problema aparece quando há dinheiro, produto grátis ou outra vantagem em jogo.

Como o aviso deve aparecer, passo a passo

  1. Use a ferramenta da plataforma, se existir. O guia recomenda o selo de parceria paga das redes sociais.
  2. Escreva um termo claro. “Publicidade” ou “publi” funcionam. Coloque no início da legenda, do texto ou do vídeo.
  3. Deixe visível sem clique. O aviso não pode ficar escondido atrás do “ver mais” nem no fim de uma lista de hashtags.
  4. Repita onde o link aparece. Em vídeo, fale e mostre o aviso no próprio vídeo, não só na descrição. Em blog, ponha o aviso antes do primeiro link.
  5. Use a mesma língua do público. Etiquetas em inglês como “#ad” precisam ser avaliadas conforme o público realmente as entende, e no Brasil o termo em português é o caminho mais seguro.

Um modelo simples para blog ou legenda: “Publicidade: ganho comissão por compras feitas pelos links deste texto, sem custo extra para você.” Essa frase é nossa sugestão, não um texto oficial do Conar.

Quais avisos não bastam?

Segundo o resumo do Cescon Barrieu, expressões genéricas como “parceria” ou “em colaboração com” podem não ser suficientes. Elas não dizem ao leitor que existe um interesse comercial.

Também é arriscado:

  • deixar o aviso só no perfil (bio) ou numa página “sobre”;
  • esconder o aviso entre muitas hashtags;
  • avisar apenas depois de o leitor já ter clicado;
  • usar o botão “comprar” ou o nome “link” como se fosse o próprio aviso.

E se o conteúdo for gerado com inteligência artificial?

O guia diz que conteúdo criado, editado ou direcionado com IA segue as mesmas regras éticas da publicidade tradicional, incluindo identificação, veracidade e transparência. Para o afiliado, isso quer dizer que o aviso de comissão vale igual para um texto escrito à mão e para um feito com apoio de IA.

Quanto custa errar?

O resumo que lemos não descreve multas. O que ele diz é que registros de medidas de conformidade podem ser apresentados ao Conselho de Ética do Conar, e que contratos sem cláusulas de divulgação e correção podem aumentar a exposição de anunciantes e criadores. Lembre também que o guia é autorregulatório. A lei de consumo, por sua vez, pode ser aplicada por órgãos públicos.

Na nossa avaliação, o custo real de ignorar o aviso é de reputação: o leitor que descobre sozinho que você ganhava comissão tende a desconfiar das próximas indicações. Se você quer começar, veja como funciona o Programa de Associados da Amazon e o que muda quando você marca produtos no YouTube Shopping.

Para quem este guia não serve

Quem faz propaganda de produtos de saúde, apostas ou investimentos tem regras próprias, e esses temas não são cobertos aqui. Também não serve como aconselhamento jurídico. Se você fechou contrato com uma marca, confira as cláusulas e consulte um profissional.

Perguntas frequentes

Posso escrever só “#ad” nos meus posts?

Em inglês, a etiqueta pode não ser entendida pelo público brasileiro. O guia manda avaliar se o público realmente entende o termo, então prefira “publi” ou “publicidade”.

O aviso precisa estar em todo post com link?

Sim, em todo conteúdo em que o link gere comissão para você. Colocar só no perfil não é considerado suficiente.

Comissão por venda, sem pagamento fixo, também conta como publicidade?

Conta. O guia do Conar diz que remuneração por desempenho não afasta a natureza publicitária do conteúdo.

Vale para quem tem poucos seguidores?

O resumo que lemos não faz distinção por tamanho de audiência. A regra é a mesma para quem tem 100 ou 100 mil seguidores.

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