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Golpe do falso comprovante de Pix: como o lojista se protege

Veja como funciona o golpe do comprovante de Pix falso e do Pix agendado, os sinais para reconhecer e o que fazer para não entregar produto sem pagamento.

Por Redação NetMoneyLab4 min de leitura
Celular com tela brilhante em branco sobre um balcão de loja ao lado de uma caixa de encomenda, em fundo verde escuro

No golpe do falso comprovante, o golpista mostra ou envia a imagem de um Pix que não aconteceu, leva o produto e some. O dinheiro nunca entra na conta do vendedor, que costuma descobrir tarde, ao olhar o extrato. A regra que evita o golpe é uma só: a única prova de pagamento é o crédito que aparece na sua conta, nunca a tela do cliente.

Como o golpe do comprovante falso funciona?

Segundo a Stone, o comprador diz que vai pagar por Pix, escolhe o item e mostra um comprovante falso. Ele pode ser uma imagem adulterada de um comprovante verdadeiro antigo ou a tela de um aplicativo falso que imita um banco. Isso acontece no balcão ou por imagem enviada no WhatsApp.

O vendedor libera o produto, e o dinheiro não chega. Quem vende usados pela internet também é alvo. O Canaltech relatou um caso em que uma cliente pediu um celular de R$ 4 mil, mostrou o comprovante e saiu enquanto o funcionário ligava para o dono para confirmar o pagamento.

O que é o golpe do Pix agendado?

É uma variação. O golpista agenda o Pix para daqui a alguns minutos ou horas e mostra a tela de agendamento como se fosse o comprovante. Depois de receber a mercadoria, cancela a transferência.

Um comprovante verdadeiro mostra o pagamento concluído. O agendado mostra que o agendamento foi feito com sucesso e traz uma data futura.

Existe o golpe dos centavos?

Sim, segundo o Canaltech. O golpista faz a compra, diz que está com pressa, paga um valor muito menor e sai antes de a equipe conferir. No exemplo da matéria, três vestidos de R$ 310 foram “pagos” com R$ 0,31, e a loja encontrou a compradora e recuperou as peças. A lição é conferir também o valor recebido, e não só se entrou alguma coisa.

Quais os sinais de alerta?

Sinais citados pelas fontes:

  • Imagem de baixa qualidade ou com detalhes borrados.
  • Tamanhos de letra ou proporções estranhas.
  • Logotipo do banco errado.
  • Data ou hora que não batem com a venda.
  • Nome de quem pagou diferente do nome do comprador.
  • Cliente com pressa, que pressiona a equipe ou sai antes de o pagamento ser conferido.
  • Valor recebido diferente do preço.

Nenhum desses sinais é prova sozinho. A conferência no seu extrato é que decide.

Como se proteger passo a passo?

  1. Abra o aplicativo do banco ou o seu sistema de vendas e procure o crédito. O Pix cai em segundos, então a ausência do valor já é um alerta.
  2. Confira o valor, a data, a hora e o nome do pagador.
  3. Só depois entregue o produto. Sem exceção, mesmo em horário de pico.
  4. Na loja física, use uma maquininha que gere o QR Code do Pix e mostre a aprovação automática, como sugere a Stone.
  5. Nas vendas online, prefira link de pagamento ou plataforma que avise quando o pagamento entra.
  6. Em venda à distância, não envie antes de o crédito aparecer. A Stone sugere ativar notificações de recebimento e, em pedidos de valor alto, esperar pelo menos 10 minutos antes de separar o item.
  7. Treine a equipe para seguir a regra sempre. O Canaltech também sugere ter uma conta Pix exclusiva, que os funcionários conseguem consultar, e pedir documento para conferir o titular da conta.

O que fazer se você caiu no golpe?

A Stone recomenda esta sequência:

  1. Reúna as provas: prints da conversa, o comprovante falso e o histórico de vendas.
  2. Registre um boletim de ocorrência. Muitas secretarias de segurança estaduais permitem fazer isso online, e a Stone diz que costuma levar menos de 10 minutos.
  3. Avise o banco que aparece no comprovante falso.
  4. Se o golpista usou uma conta real, peça o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Segundo a Stone, o pedido deve ser feito em até 80 dias, pelo aplicativo do banco ou na agência, com prints, comprovante e boletim de ocorrência. O banco do recebedor tem até 7 dias para analisar e, se houver saldo e a fraude for confirmada, o valor pode voltar total ou parcialmente.

Pode ser que não haja saldo na conta do golpista, então a recuperação não é garantida. Como as regras do Pix mudam, confirme os prazos atuais no site do Banco Central ou do seu banco.

Para quem esse cuidado é mais importante?

Para lojas com fluxo grande, em que a equipe trabalha com pressa, e para quem vende itens de valor alto por mensagem, como celulares e eletrônicos. Também vale para quem revende usados em grupos, onde o comprador e o vendedor não se conhecem.

Não é uma regra que serve só para o Pix. Vale o mesmo raciocínio para qualquer meio de pagamento: confirme o recebimento do seu lado antes de entregar.

Perguntas frequentes

O comprovante em PDF ou imagem prova que o pagamento foi feito?

Não. Imagens podem ser alteradas ou vir de aplicativos falsos. Só vale o crédito no seu extrato ou sistema.

Quanto tempo o Pix leva para cair?

O Pix é liquidado em poucos segundos, segundo a Stone. Se não apareceu, desconfie.

Posso pedir o dinheiro de volta pelo MED?

Se o golpista usou uma conta real, sim, dentro do prazo e com as provas, segundo a Stone. A devolução depende de haver saldo e de a fraude ser confirmada.

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